sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O que aconteceu com o blog?

Resultado de imagem para O que houve?Recentemente
muitas pessoas estão mandando e-mail e mensagem para a página do
blog, querendo saber o que houve. Está um pouco “na cara”, mas
irei explicar o que aconteceu e o que vai acontecer com o blog.

Bom,
para quem me conhece sabe que sou bastante detalhista e enjoado com a
aparência do blog. Já estamos beirando 3 anos de Desencaixados e
nunca pensei em pagar alguma pessoa para desenvolver uma layout
digna. Certo dia eu estava tentando arrumar a aparência do blog, e
sem querer fui testar uma template sem salvar o código da última.
Não sei o que aconteceu, mas toda vez que eu entrava no blog ou na
minha conta do gmail, uma mensagem de vírus aparecia, isso aconteceu
até eu mudar a template e colocar essa simples que o Blogger nos
oferece.



Estamos
desatualizado há quase 5 meses, durante esses 5 meses eu pensei
bastante em acabar com o blog e viver a minha vida, pois vida de
blogueiro não é fácil, requer muito tempo e muito esforço. Deixei
o blog de lado, mas em Novembro decidi ver como as coisas estavam e
acabei me surpreendendo; o blog estava tendo em cerca de 8 mil a 15
mil visualizações por mês, a página do Facebook estava com mil
novas curtidas só naquela semana e o e-mail estava cheio de
mensagens de seguidores. Sinceramente, eu fiquei assustado com tudo
isso, de 60 mil visualizações (total), o blog foi para 101 mil, em
2 anos a gente só tinha 50 mil, em 5 meses os números saltaram para
101 mil. Agora pensem comigo, como eu deixaria tudo isso de lado? É
muito gratificante para um menino de 17 anos que sonha em ajudar
muitos autores.



Pois
bem, no início de Dezembro estava pensando em transformar o blog em
um site, não sei dizer muito bem se é um site, mas pensei em mudar
tudo que tem nele. Pesquisei e pesquisei desenvolvedores de sites, e
acabei encontrando o Desenvolvedor Web Pixelate. Já fiz todo o
orçamento e estou juntando uma grana para iniciar “as obras”,
mas para não deixar vocês curiosos, irei fazer uma lista do que
possivelmente você vai encontrar no blog.




Sobre livro:
No
início da página vai ser encontrado os lançamentos do mês e o
livro em destaque, logo abaixo vocês vão encontrar resenhas e
novidades literária e possivelmente iremos abrir uma areá de
sorteios dentro do blog.




Sobre séries e filmes:
As
séries serão o assunto secundário do blog, tudo sobre série será
encontrado no meio da página inicial. Lá vocês poderão encontrar
críticas, novidades e trailer da série em destaque. Os filmes não
serão esquecidos como nenhum outro assunto, mas eles ficarão por
último e lá encontraremos críticas e novidades.





Então
é isso, em 2017 estamos voltando com muita novidade!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

RESENHA: O VELHO MUNDO


Título: O Velho Mundo: Abrem-se os Portões de Erebo 
Autora: Kátia Regina Souza
Editora: Giostri Editora
Gênero: Fantasia, infantojuvenil/romance
Número de páginas: 251
Sinopse: Tudo o que já foi criado corre o risco de ser destruído - essa é a primeira e mais dura lição que os pequenos primos Cantrell aprenderam sobre a vida. Roubadas de suas infâncias confortáveis, as crianças assumem a responsabilidade de defender os treze mundos quando a própria essência do mal escapa das Terras de Erebo: Cruciare, a fonte macabra de nossos piores pesadelos.

Ao mesmo tempo, uma profecia ameaça as terras e apenas um elixir pode impedir que o efeito desta seja catastrófico. Em uma jornada de luta, novas amizades e autoconhecimento, Daniel, Olívio, Tiago, André, Clara, Débora, Gabriela, Ágata e Eduardo Cantrell enfrentarão adversidades e, em meio a dores e perdas, descobrirão o verdadeiro significado da palavra família.

A família Cantrell é uma tradicional família feliz. Os avós Leda e Casimiro, eram os membros que lideravam aquela enorme e reunida parentada. Ambos eram o “núcleo” de toda educação dada para seus filhos e netos. Leda sempre foi respeitada por seu esposo e sempre estava de bem com a vida; não muito pelo contrário, Casimiro nunca foi de decepcionar a esposa, e, mesmo não ter pisado em uma instituição de ensino por falta de oportunidade, Casimiro nunca deixou que a inteligente dos “sábios” refletir em sua sapiência. O casal de velhinhos haviam divididos seus afazeres para manter o bom convívio que sempre tiveram. Assim nenhum deles faziam o que não gostava e não ficavam sob carregados.

Com o início das férias chegando, as mais barulhentas crianças de Jardim das Figueiras estavam se preparando para aterrorizar os vizinhos. Dona Leda e Seu Casimiro tinham nove netos, todos com carateristas diferentes. Todos eles estavam ansiando para iniciarem os planos para as férias de final de ano. Mas o que eles não sabiam, era que um acontecimento atordoaria a cabeça de todos.

O sol da primeira manhã de Dezembro raiava, Leda e Casimiro estavam prontos para receberem os netos que moravam no mesmo bairro. Enquanto eles preparavam um almoço para toda a família, as crianças se reuniam na praça que passam mais do que a metade dos seus dias. Estava tudo perfeito, até que eles resolvem acordar Ágata, a mais dorminhoca do “bando”. Assim que Ágata acordou resolveu relatar que sonhou com pedido de ajuda, em seu sonho estava tudo muito precário e ela contava que parecia ser tudo real. De primeira todos começam contradizer Ágata, pois a menina vivia tendo pesadelos, mas aos poucos, alguns revelaram que tiveram um sonho horrível que parecia bastante com o de Ágata.

Incomodados com os sonhos, a turminha resolve reunir e começar a “desabafar” um para o outro, contando tudo que havia sonhado. Eles concluíram e presumiram que havia um outro mundo pedindo socorro a eles. Com bastante discussões, suspenses e até mesmo acontecimentos “sobrenaturais”. Vocês vão conhecer o motivo daqueles sonhos e em seguida, conhecerá o Velho Mundo, um mundo onde todos “aparentam” ser atenciosos e receptíveis.





O Velho Mundo: Abrem-se os Portões de Erebo de Kátia Regina Souza, é mais uma das publicações da Giostri Editora. O livro narra a aventura de nove crianças com um mundo em suas mãos.

Primeiramente quero fazer um “relato” sobre a minha insistência para ler essa obra. Bom, eu recebi o livro em Abril e só nessa semana que consegui ler. Em Fevereiro a minha ressaca literária resolveu aparecer, mas, mesmo assim, eu tentei fazer a leitura do livro, não foi uma ou duas vezes, foi em cerca de oito tentativas, todos foram frustradas. Eu não sei por qual motivo, mas estava achando o livro muito complicado e muito detalhado para um início. Só depois de quatro meses eu finalmente consegui ler a história que Kátia escreveu. Quero aproveitar o momento e pedir perdão à autora.

Lendo a página de informações do livro, li que ele é um romance, mas no Skoob já está me dizendo ser outro gênero. Por esse motivo eu estou um pouco confuso se a minha crítica está certa ou errada. Pois a todo momento eu não conseguia me situar que estava lendo um romance, mas se formos levar o conceito de romance ao pé da letra, eu posso considerar ser um romance.

Aproveitando o meu ponto de vista sobre o gênero do livro, vou comentar sobre algumas coisas que me incomodaram e fizeram com que eu pensasse diferente em relação ao gênero. Já no início do livro lemos sobre os pequenos e sobre a cidade, eles começam a relatar seus sonhos e de uma hora para outro ficam dizendo que o portal para o mundo que o sonho mostrava, era um determinado lugar (não vou dizer o local para não estragar a leitura de vocês). Tipo, do nada, eles nem tentaram juntar os fatos, somente escolheram um lugar que gostavam de passar seus dias e determinaram que lá seria o portal. O chato que eles levaram isso como certeza até atravessarem para Akilis. O modo que os personagens reagem diante das circunstâncias são bem infantis, tinham outros fatores, mas não me lembro e também não quero passar uma impressão horrível da obra. Portanto foi relacionado a isso que comecei pensar sobre o gênero, e tenho quase a certeza que a leitura da obra seria mais agradável para crianças e pessoas que gostam de infantojuvenil.

A escrita de Kátia Regina Souza não é arrastada, muito pelo contrário, depois que a minha ressaca literária passou eu li o livro muito rápido. Apesar de escrever um pouco diferente dos autores que já li, Kátia consegue deixar a história “legal” e nem um pouco cansativa. A única coisa que me incomodou foram alguns erros que encontrei, erros de gramática, mas não só eles, também achei pequenos erros de organização da história e creio que não incomodariam a leitura de ninguém. Talvez os erros foram na hora da revisão, não sei.

Nunca li nada da autora e fiquei bastante envolvido com a premissa criada por ela. A ideia de colocar crianças em uma missão de responsabilidade, que envolva sonhos e fantasia, foi maravilhosa. Eu nunca li nada parecido, nem sequer pensei que a história teria essa trama envolvente. Eu acho que ela me conquistaria de uma forma melhor se não detalhasse tudo no início do livro, porque esses detalhes me incomodaram de uma forma indesejável. Ela descreveu quase todos os personagens e sim, Kátia descreveu como era todos os primos da família Cantrell. Parecia que a autora estava se obrigando a descrever tudo, pois foram muitas informações de uma vez só, isso pode incomodar muitos leitores. Ela poderia falar sobre cada um, mas de uma forma mais suave, contando um pouco sobre eles no início de descrevendo-os conforme escrevia outros parágrafos. Tenho que confessar que pulei alguns parágrafos de descrição e preferi imaginar do meu jeito e ir assemelhando conforme lia.

Uma personagem acabou me tirando do sério, Débora é seu nome kkkkk. A garota parece ser filha do Arnaldo Saccomani, ela é famosa pessoa “do contra”, ela é contra a opinião de todos, quase nunca concorda com os de mais e está sempre brigando. Mas essa personagem foi criada para estressar o leitor, até a autora narra isso no livro.

Achei a capa da obra muito fofa, minha primeira impressão com ela foi totalmente diferente do que a história tem para nós. Apesar de a ilustração ser perfeitamente um ponto marcante da obra, eu achei ela muito simples, mas, ao mesmo tempo, chamativa. As cores se destacam e faz aqueles com o coração mole se derreterem com tanta fofura (realmente achei muito fofa).

A Giostri Editora está me surpreendendo cada vez mais com suas publicações. Esse foi um dos livros que li dela e percebo nitidamente a sua evolução, em questão de capa, folhas e diagramação. Espero que ela continue assim, pois o tamanho da fonte e o espaçamento está ótimo para tornar a leitura “agradável” aos olhos.

Como todos ou quase todos sabem, eu não tenho o hábito de ler fantasia e nunca tive muito interesse pelo gênero. O Velho Mundo: Abrem-se os Portões de Erebo é um livro que não posso dizer se odiei ou amei, simplesmente digo que li, foi uma leitura neutra, sem muitos sentimentos da minha parte. Portanto finalizo essa resenha recomendo o livro para todos aqueles que gostam de infantojuvenil e principalmente para crianças, mesmo que as minhas opiniões não foram totalmente positivas, eu tenho quase a certeza que você não vai se arrepender de conhecer O Velho Mundo.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

RESENHA: É Proibido Sorrir

Título: É Proibido Sorrir
Autora: Esther Lya
Editora: Chiado Editora
Gênero: Ficção
Número de Páginas: 212
Sinopse: Baingani vive há século num sistema, a Política Vermelha manda e ponto final. Mas embaixo da sua cidade, embaixo da Praça Vermelha que já viu tanto sangue, embaixo das pessoas que já ouviram tantos gritos de tortura, se encontram os túneis. Túneis tão secretos quanto seus donos e a origem das Políticas. E são nesses túneis que se encontram as respostas. É em cada símbolo azul, que se encontra a resistência que lutará pela liberdade.

Em um mundo onde homens lideram, o que você fará? O que fará quando está confinado à uma Política Vermelha, onde o mais simples ato de sorrir é completamente proibido?


Baingani é uma cidade que os homens lideram tudo, ou seja, é uma cidade totalmente machista, na qual mulheres não têm o direito de absolutamente nada, além de obedecer o seu dono e seguir as regras criadas pelo governo composto de homens. Em Baingani homens deveriam comprar mulheres quando elas completassem 18 anos, as pobres e humilhadas moças eram propriedades dos terríveis homens. Eles tinham direito de bater nelas, podiam dar a “educação” que eles achassem certo e entre outros direitos que nem prefiro comentar. Eles tiveram a certeza que os homens dominariam as mulheres, após uma batalha entre os sexos opostos, que acabou gerando um pesadelo para várias mulheres.

A história começa narrando a observação de Leya, uma criança curiosa e bem inteligente. Leya admirava a beleza de uma moça ruiva e muito sedutora com uma flor na mão, mas se assustou quando a ruiva sorriu para um jovem. Em questão de segundos um Vis apareceu e costurou a boca da ruiva, essa era uma das leis de Baingani, mulheres não tinham o direito de sorrir, para os “machistas” era uma forma de seduzir e encantar os homens. A pequena garota acabou crescendo com aquela cena na cabeça, mas para a sua sorte Leya conhece Brandon, o filho de um dos mais importantes homens da cidade.



Brandon é um jovem totalmente diferente dos homens que conhece, como de se esperar, ele não acha certo o fato das mulheres sofrerem tanto na mão dos ogros. Ele convivia  com aquela criminalidade dentro de casa, Brandon via sua mãe apanhando de seu pai e podia falar nada. Sendo obrigado a sair de casa para seu pai “conversar” com sua mãe, Brandon caminha pelas ruas de Baingani e encontra a mesma cena que Leya estava presenciando. Naquele tempo Brandon não era uma criança, ele sentiu muita dó da moça que estava sendo costurada e se assustou com o pavor de Leya. Assim que o garoto pensou em ajudar a ruiva que estava jogada no chão e ainda costurada, uma mulher loira chamada Joanne apareceu ajudado a moça, a visão de Brandon ficou turva ao perceber que Joanne estava quebrando outra lei estabelecida pelo governo — ninguém tinha o direito de ajudar nenhuma costurada. Cansado de conviver com aquele cenário, ele não queria ver duas mulheres sendo torturadas, então correu até um Vis que andava pela Praça Vermelha e tentou puxar algum assunto para que ele não percebesse o que as duas mulheres estavam fazendo.

O tempo passa e Brandon reencontra com Joanne, e com o passar do tempo é obrigado a separar da moça. Mas a história toma um real sentido quando Brandon e alguns amigos começam a lutar pela igualdade de direitos. E com muito suspense, tortura, dor, morte e ao mesmo tempo amor, você acompanhará Brandon e seus amigos lutando pelo fim daquela bruta criminalidade.

É Proibido Sorrir da autora Esther Lya é um livro feito de torturas e recheado de mortes. A autora tortura os personagens, mas, ao mesmo tempo, nos torturam. E antes de falar um pouco mais sobre a obra, eu te passo a seguinte dica: não goste de nenhum personagem.

Primeiramente quero falar sobre a capa e a sinopse do livro. Bom, a primeira vez que vi a capa eu gostei bastante e não tinha noção do que se tratava a obra, — poucos sabem, mas odeio ler sinopse — a autora até pediu para que eu fizesse minhas primeiras impressões do livro, mas preferi não fazer, porque não sabia de absolutamente NADA do que a história contava. É válido alertar que eu faço isso com todas as obras que leio, deve se por esse motivo que tenho ressaca literária com frequência. Ainda falando sobre a capa… Eu fui parado por meus professores de cursos e escola por causa da capa, muitos elogiaram falando que o livro deve ser muito bom, outros falaram que a boca costurada é muito agoniante e totalmente intrigante. Particularmente tenho algo a reclamar do material  da capa. Se reparamos muito bem a capa é bem brilhante, se não me engano o nome é verniz, mas esse “brilho” me incomodou de uma forma estressante quando eu tentava tirar uma foto do livro. Se vocês forem no Instagram do blog(@desencaixados), poderão perceber que tentei tirar uma foto legal, mas o ângulo não ficou bom e isso aconteceu   devido ao “brilho”. Fora este problema particular está tudo ótimo.
Após eu ter feito a leitura do livro, li a sinopse e não fiquei muito contente. A autora focou mais no sistema de governo e falou pouco do poder que os homens tinham em Baingani, fiquei muito chateado com isso, pois a capa e a sinopse são os primeiros contatos de um leitor com a obra/autor. Estou dizendo isso porque tive a impressão que se tratar de uma distopia dividida pela Política Vermelha e a Política Azul e o livro não foca só nessa “rivalidade” — não foi só eu que pensei assim.

Como dito, É Proibido Sorrir não é um livro totalmente distópico. É bem nítido percebermos que a autora abordou um assunto muito atual no nosso país e também no mundo, ela fala muito sobre a luta das feministas para conseguir a igualdade e os direitos que merecem — ela não fala isso diretamente, foi o que percebi e conclui. Como eu disse ao apresentar a premissa da obra, o grupo de pessoas que procuram por essa igualdade não é composto somente por mulheres, outros homens também fazem parte, e no momento que a Esther apresentou Brandon narrando seu posicionamento em relação as leis de Baingani, eu quase dei um pulo de comemoração, pois eu sou homem e super apoio as feministas e me identifiquei muito com Brandon nesse momento.

Esse é o segundo livro que li da autora e posso dizer que já sou um fã dela. O primeiro que li foi A Marcha dos Javalis e falo dessa obra para todo mundo que conheço, tem resenha dela no blog — está um pouco “chocha”, mas irei resenhar novamente — e todos puderam perceber que eu amei aquele livro de coração, nele a Esther foca um pouco na Ditadura, e, em É Proibido Sorrir o tema abordado é a igualdade independente de gênero. Percebi que a autora mantém o mesmo ritmo de escrita, ela consegue deixar o leitor muito vidrado na história, Esther continua matando muitos personagens e escreve muito bem como antes. A ideia que a autora propõem em seus livros são muito legais, ela consegue pegar assuntos debatidos e cria uma ficção ma-ra-vi-lho-sa.

No início do livro eu fiquei perdido enquanto lia, no mesmo tempo que ela falava sobre Leya no outro capítulo narrava sobre Brandon e no outro sobre outro personagem. Isso  virou uma bola de neve enorme que acabou tendo um ótimo fim. Pois conforme que a leitura ia fluindo tudo se encaixava, ela não esqueceu de nenhum personagem. Era só eu pensar que o personagem tinha morrido ou esquecido pela Esther, e ele aparecia saltitante e feliz (mentira, quase ninguém é feliz em Baingani kkkk). Então pegue mais uma dica: não abandone o livro no início, a leitura irá fluir e tudo se encaixará.

O modo que a Esther criou os personagens foi muito bem pensado. Em nenhum momento eu encontrei um personagem somente como “figurante”, todos tiveram sua função, cada um deles se destacaram de diferentes formas. O cenário criado e narrado é bem fácil de imaginar, a única coisa que até agora não consegui processar em minha mente, foi a Praça Vermelha, mas depois conversarei com a autora, porque sou um pouco lento para pensar e absorver cenários em minha mente. Teve certos momentos que duas personagens me irritaram, mas não posso dizer porque será um spoiler, quem quiser saber pode enviar um e-mail para victor-desencaixados@hotmail.com ou uma mensagem para a página do blog.



Como forma “padrão” a Chiado Editora continua com o mesmo formato de diagramação. Não encontrei nenhum erro durante a leitura, o espaçamento e a fonte estão agradáveis ao olhos e tudo isso colabora para que a leitura seja boa. Até hoje a minha única reclamação da editora foi o brilho exagerado que tem na capa de É Proibido Sorrir, mas não sei como foi feito a escolha do material, então não posso culpar ninguém por isso.

Irei finalizar a resenha por aqui, pois ela está ficando um pouco grande e ainda pretendo falar muito sobre a obra. Mas antes de terminar quero agradecer a autora por ter me tirado de outra ressaca literária e ter me apresentado mais uma obra que me tirou uma noite sem dormir (não estou puxando saco, estou sendo muito grato por isso, só quem estava acompanhando as minhas leitras sabem como sofri com essa ressaca).

Bom, indico a obra para TODOS SEM EXCEÇÃO, principalmente para todos aqueles que adoram contradizer e humilhar as feministas, talvez após a leitura desse livros eles possam ter uma visão melhor sobre esse grupo. E eu recomendo todos comprarem o livro pelo e-mail da autora utilizando o código que se encontra no final da resenha, quem comprar por ele receberá um desconto, o livro autografado e marcadores.

Compre um exemplar da obra É Proibido Sorrir ou de É Proibido Sorrir + A Marcha dos Javalis, mandando um e-mail para est-herl@hotmail.com com o assunto QUERO COMPRAR UM EXEMPLAR e apresente o código #EL007 no final da mensagem. Faça uma boa compra e uma ótima leitura!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

RESENHA: Marca de Sangue

Título: Marca de Sangue
Autora: Isabel Moreira Rego
Editora: Chiado Editora
Gênero: Fantasia/Ficção
Número de Páginas: 212
Skoob 
Sinopse: O acontecimento de uma grande mudança deixou de afetar toda a humanidade. Os vampiros modernos dos finais do século vinte trocam o sangue humano pelo sangue sintético. Uma criação em laboratório, de grande expansão mundial, comercializada pelos japoneses.
Sarah Wilson é uma recente vampira empregada de mesa num bar, numa pequena aldeia, nas periferias da cidade de Pádua. Trabalha no turno da noite. Esconde de todos os colegas que é uma morta-viva com medo de ser confundida com os vampiros sanguinários de séculos passados. Para disfarçar a cor branca e transparente da sua pele, usa maquilhagem adequada ao seu anterior perfil de humana.
Um dos colegas surgiu, distanciado dos outros, para a apoiar com a ajuda dos seus conhecimentos profissionais. Com a aproximação o humano, Rangello Giovanni, apaixona-se pela vampira Sarah.
Aos poucos descobre-se, um pouco por todo o mundo, que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das energias mais poderosas. É possível que os humanos ao aceitar os vampiros acabem por aceitar a sua própria extinção?


Marca de Sangue é publicado pela Chiado Editora e escrito por Isabel Moreira Rego, eu não apresentei a premissa do livro, pois não consegui fazer a leitura dele, mas irei ressaltar algumas coisas nessa resenha.

Faz tempo que venho contando a vocês que uma ressaca literária mudou minha rotina literária por completo. Eu não estou conseguindo ler qualquer livro e estou demorando muito para finalizar algo que me prende. Em Marca de Sangue não foi diferente, eu criei muita expectativa para fazer a leitura da obra, mas assim que comecei a ler me senti sem rumo. Eu li algumas resenhas para saber se era somente eu que fiquei sem destino logo no início, mas descobri que não, muitas pessoas além de mim ficaram perdidas no início da história, vi que umas forçaram a leitura até a história fluir. Como estou tentando voltar a ler como antes optei em não forçar a leitura, qualquer coisinha que estou lendo meu cérebro começa a ficar cansado e pede para dar um tempo. Como eu não quero continuar sem ler, eu respeito ele e dou uma parada, só que em Marca de Sangue sempre dava uma parada quando me sentia desgastado e chegou uma hora que eu não aguentei mais, a autora não estava conseguindo me prender. Já nem sei se eu quem está com frescura ou se a autora realmente demora para fazer a leitura fluir. 

Eu até poderia escrever essa resenha com vários elogios falsos, mas não gosto disso e prefiro ser sincero. E como eu não gosto de deixar vocês na mão, irei sortear o livro o mais rápido possível, até iria sortear nessa resenha, mas ela não está muito agradável para que muitas pessoas façam a leitura, creio eu que algumas pessoas iriam interpretar errado, 

sábado, 6 de agosto de 2016

RESENHA: A Procura de Vida Inteligente

Título: A Procura de Vida Inteligente
Autor: Victor Allenspach
Editora: Independente
Gênero: Ficção Científica/Contos
Número de Páginas: 196
Sinopse: Sem motivo, explicação ou bom senso do criador, uma mensagem surge diante de todos os seres do universo. O fim dos tempos é anunciado, e não há nada que possa ser feito para impedi-lo. Porém, de uma estranha forma, tudo está ligado a Boris.

Boris não nasceu. Também não foi criado ou educado. Como tantos outros, ele apenas foi produzido e programado. Nada que o incomode em particular, mas está sempre diante do risco da reciclagem. Um risco comum em uma realidade onde a mais antiquada cafeteira é capaz de calcular as interações gravitacionais de um fóton atravessando o Sistema Solar.

De figurante a protagonista, séculos se passam à espera de uma oportunidade. Na busca por liberdade, Boris sequer imagina que já a alcançou a muito tempo, mas optou por uma existência cheia de limites e algum significado.

A Procura de Vida Inteligente de Victor Allenspach, é um livro composto por 8 contos futuristas. Os contos narram um pouco sobre o robô Boris. Boris é um androide de 500 anos programado para servir, ele é capaz de falar, pensar e até mesmo sentir. O fato do androide ser muito parecido com um humano me chocou bastante, fiquei muito curioso e instigado pelo que o autor tinha a nos contar.

Apesar de ficar bastante curioso com as características de Boris, tenho que ressaltar que custei fazer a leitura desse livro. Foram quase um mês tentando ler as poucas 196 páginas, foi difícil pegar o ritmo do autor e prosseguir. Mas também tenho que lembrar que fiquei quase 6 meses sem ler devido uma ressaca literária, então, estou muito sensível com os livros e a escrita do autor colaborou com o atraso.

Mesmo não sendo fã de ficção científica, acabei me interessando pelo livro. Eu já li algumas obras do gênero e pensei que essa não seria diferente. Fui bem enganado, a escrita de Victor requer muita atenção para uma pessoa com a minha situação. Não estou dizendo que o autor tem uma péssima escrita, e muito pelo contrário, o vocabulário dele é muito rico.

Os personagens dos contos foram bem construídos, fiquei bem encantado com a história de Boris. Não só com ele, mas também com diagramação e o trabalho do livro. A diagramação está impecável, em nenhum momento encontrei erros, a capa do livro não é muito chamativa, mas também não está ruim, as páginas são diferentes de todas outras que já vi, elas têm uma textura diferente, se não me engano elas são ecológica. 

Vi muitas pessoas comparando o livro com a série O Mochileiro das Galáxias, pois ambos autores falam sobre a vida, o universo e afins, mas não mencionam a Terra. Eu não posso confirmar isso, pois até hoje não li a série, e nem pretendo, mas estou dizendo isso para vocês terem um pouco mais de curiosidade para conhecer o livro.

A resenha foi um pouco curta, pois não tenho muito o que falar, só espero que vocês leiam, mas leiam com a mente aberta e depois me contem o que acharam. E é com esse desfecho que indico essa obra para todos fãs de ficção científica, eu tenho a certeza que nenhum de vocês vão se arrepender de ter conhecido Boris, um androide quase humano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

PROBLEMAS COM O BLOG


Como todos vocês estão vendo, depois de quase 2 anos, nos movemos para alterar a layout do blog (muitos conhecem como designer). Não vou negar, achei essa muito bonita em comparação com a antiga, mas como nem tudo é perfeito acabamos encontrando alguns erros ou possíveis bugs com o passar do tempo.
Depois de alterar reduzimos o número de publicação por semana, mas isso não é pessoal e nem falta de responsabilidade. Acontece que estou passando a maior parte do meu tempo tentando arrumar a layout, só que até hoje não consegui.
Muitos podem não ter notado, mas direi os erros que encontramos. O primeiro que reparamos foi os comentários… Sim, perdemos todos os antigos comentários e não aparece a caixa de comentários nas antigas matérias, só aparece nas publicações que postamos após a alteração. Quando eu estava escrevendo um pouco sobre Stranger Things encontrei o segundo erro, e pelo incrível que pareça nós não estamos conseguindo editar o texto, mas como assim?! Nós não estamos conseguindo colocar nenhuma palavra em negrito, itálico, sublinhado e nada do tipo.
Eu sou acostumado a destacar muitas coisas no que escrevo e esses erros estão me tirando do sério. Nós não temos dinheiro para pagar alguém que nos ajude, mas caso vocês sabem algum modo de melhorar a situação, por favor, deixe a solução nos comentários. Ficaremos muito gratos!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Precisamos Falar Sobre o PENTE


Você sabia que o PENTE é usado na literatura? Não só na literatura grandiosa, mas em qualquer forma de história. Desde a história que a professora da 1ª série pedia para escrevermos, até os maiores romances clássicos.

Sim, falo sério. E não, você não está ficando louco (ou louca)!

O PENTE é muito usado na literatura, na base de qualquer história e agora vou lhe explicar o motivo:

Personagem
Enredo
Narrador
Tempo
Espaço

Eles são os cinco elementos básicos da literatura, mesmo que alguns autores tenham conseguido (ou tentado) não usar um ou outro. São necessários, para que juntos, consigam dar verossimilhança ao texto.

Como disse, eles são elementos básicos, dentro de cada um, há milhares de ramificações. Se eu explicasse sobre cada um, ficaria horas escrevendo e você horas lendo.


Era isso, então lembre-se: na hora de escrever, pare e pense no PENTE!